imagem de um organizador de eventos enxergando o futuro e tendencias dos eventos
Tendências | 5 minutos de leitura

Tendências para o futuro e os paradigmas de custos em eventos

Saiba o que Rodrigo Cordeiro tem a dizer sobre o mercado de eventos


Na entrevista de hoje, você confere nossa conversa com Rodrigo Cordeiro, presidente da ABEOC BRASIL SP. Durante o papo, que aconteceu no estande da mobLee durante a COCAL 2015, Rodrigo discorre sobre temas como as tendências para eventos que deverão se consolidar como práticas em um futuro próximo, os paradigmas de custo para o investimento em marketing e tecnologia, o conceito de ROI no cenário brasileiro de eventos, além do papel da ABEOC SP na mudança da relação entre organizadores, participantes, patrocinadores e expositores.

Ao discutir sobre as tendências para eventos que deverão se consolidar como práticas, Rodrigo cita a importância de se considerar a visão das pessoas que participam dos eventos, enfatizando o uso e o abuso da tecnologia, com o intuito de promover o engajamento criando comunidades em mídias sociais. Se você curtiu essa dica do Rodrigo, não deixe de conferir o nosso post sobre como tirar melhor proveito das novidades em mídias sociais em seu evento.

Abaixo, você pode conferir a transcrição completa da entrevista e acompanhá-la:

Transcrição completa

Tendências para eventos que deverão se consolidar em breve

Rodrigo Cordeiro: O mercado de eventos passa por diversas transformações nesse tempo recente. A principal delas é que muito pouco importa, a visão do cliente e mais importa a visão das pessoas que participam dos eventos. Isso significa a construção de eventos diferentes onde troca-se o conteúdo temático pesado por uma coisa muito mais fácil e leve para ser compreendida de acordo com o público-alvo do seu evento.

Então essa é uma grande transformação que chamamos de Meeting Design, os eventos hoje em dia precisam ter contexto e história. Precisam narrar para fazer uma imersão diferente da outra. A questão do storytelling é uma tendência imediata que acontece no mercado, assim como o uso e abuso da tecnologia para promover o engajamento dos participantes. Criar comunidade em mídias sociais também é algo essencial, que isso a uma certa maneira, somado, aponta os caminhos e tendências que temos no mercado de eventos. Acredito que são os três grandes desafios que temos.

Os paradigmas de custo em tecnologia e marketing

Rodrigo Cordeiro: É uma questão interessante, pois novamente você consegue perceber o interesse real do participante em cada evento. Os eventos têm que permitir conexões e quanto mais conexões forem criadas por cada participante do evento, melhor o resultado do seu evento na cabeça do participante, garantindo a continuidade da realização das próximas edições com êxito e sucesso.

Então o caminho que você aponta são os sinos da tecnologia e isso é um investimento já previsto e budget de todos os eventos. Agora, é uma mudança muito grande de mercado. As pessoas estão aprendendo como melhor se beneficiar de todas essa tecnologias, portanto, quando mais fáceis elas forem de compreender e mais fácil a linguagem entre quem vende e quem compra, melhor a solução. Acho que não existe mais solução de caixinha, as soluções são mais individualizadas.

Hoje, nós organizadores não procuramos mais fornecedores, nós procuramos parceiros que ajudem a desenvolver o nosso negócio de uma maneira mais efetiva. É assim que eu vejo o caminho que a tecnologia aponta. Já faz algum tempo que para or organizadores a tecnologia não é custo, é investimento. Ao menos para as empresas profissionais de eventos que já entendem a tecnologia como um elemento chave para a realização de um evento.

O conceito de ROI entre organizadores e expositores no Brasil

Rodrigo Cordeiro: Eu acho que ainda não porque o formato que vendemos, em relação ao futuro, vai ser muito mais forte do que é hoje. Os patrocinadores e os expositores ainda fazem uma compra de itens que provavelmente ele não quer.  Na minha opinião, uma mudança futura para o mercado de eventos é uma criação de pacotes individuais para cada uma das empresas. Não adianta ter um congresso onde não faça ativação de marca. Então antigamente, aquele estante físico, construído significa um custo de locação, um custo de montagem, um custo de equipe… São muitos custos envolvidos e algumas empresas já não querem mais isso, elas querem um outro tipo de participação onde elas possam demonstrar rapidamente durante o evento como é que o produto dela serve para resolver o problema daquela comunidade.

Aí sim a mensuração do ROI vai ser mais possível de ser feita, pois todo o benefício que você oferece é um benefício direto, deixando de lado de oferecer benefícios indiretos. Então eu acho sim que o ROI é uma ferramenta importantíssima de avaliar o sucesso da realização do meu evento e significa também uma possibilidade de poder comparar edições anteriores com edições presentes, podendo traçar qual é o futuro dessa edição. Além disso, é uma ferramenta fundamental que deve entrar no dia a dia das empresas. A nossa empresa já trabalha o ROI de ponta a ponta, não fazemos nada antes de mensurar o ROI do cliente antes e depois, acompanhando a expectativa em todas as situações.

Então, acho que é uma questão de mindset de quem compra a empresa organizadora. Seja um cliente, patrocinador ou expositor, ele vai começar a preferir as empresas que saibam dar uma solução mais completa para eles na interpretação desses dados que estão aí no mercado disponíveis.

O papel da ABEOC-SP nas mudanças do setor

Rodrigo Cordeiro: A ABEOC-SP nessa gestão de 2015-2017 foi traçada para pensar de maneira muito mercadológica, fazendo com que as empresas associadas sejam pauta de debate mensal, onde possamos mostrar quais as principais ferramentas de gestão para as empresas de eventos. Porque grande parte das empresas de eventos são familiares e são micro e pequenas empresas.

Essas empresas algumas vezes são geridas por empreendedores, mas nem sempre um bom empreendedor é um bom gestor. Então chegou um momento de transição no mercado onde as empresas não aceitam mais apenas um bom empreendedor, mas também uma boa gestão. É uma mudança bem grande de paradigma, mas São Paulo está muito conectada e estamos muito conectados no mercado de fora e vamos apresentar isso de antemão para os nossos associados para que eles estejam cientes de todas as tecnologias que eles podem compor seus eventos, buscando ser ainda mais bem sucedidos.

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