6 sinais que indicam que você escolheu um palestrante ruim


Em eventos onde o formato privilegia palestras, workshops e similares, garantir a presença de palestrantes preparados e carismáticos não só pode fazer toda a diferença como é absolutamente importante. Pode não ser difícil encontrar alguém capacitado para discutir sobre certo tema, no entanto, quando esse mesmo alguém é colocado frente a uma grande audiência, tudo muda de figura.

Infelizmente, a busca pelo palestrante ideal pode se assemelhar a um típico encontro romântico às cegas. No fim das contas, é bastante possível que você só passe a conhecer realmente o seu pretendente ou, neste caso, seu palestrante, no ato. Mesmo assim, caso as coisas não saiam de acordo com o desejado, o importante é compreender o que ocorreu de errado e assimilar o aprendizado para oportunidades futuras. Por isso, preparamos uma lista contendo seis sinais que indicam que você escolheu um palestrante ruim. Confira : -)

1. Não há coesão entre o discurso e o tema da palestra

Um sinal típico de uma escolha de palestrante equivocada é a clara falta de coesão entre seu discurso e o tema que ele se propôs a abordar. Embora esse desvio possa ser indicativo de um simples despreparo, normalmente, é reflexo de um certo conflito de interesses. O palestrante tem um objetivo a cumprir: cobrir com louvor o tema que lhe foi dado. No entanto, seus interesses pessoais ou profissionais podem acabar se sobrepondo. Quantos de nós já assistimos a palestrantes que passam um tempo excessivamente longo discutindo suas conquistas profissionais, não? Ou, pior, que tentam descaradamente vender produtos, livros ou serviços.

É absolutamente natural que motivações profissionais levem alguém a encabeçar uma palestra. Bons palestrantes, todavia, atrairão a atenção e interesse do público para si, sua empresa ou produtos apenas desempenhando bem o seu papel. Do contrário, provavelmente acabarão conquistando apenas a antipatia do público.

2. O palestrante pareceu não ter o traquejo necessário

Já diz o velho ditado: de boas intenções o inferno está cheio. Eventualmente, você encontrará um palestrante motivado, de conhecimento ímpar e capaz de tratar de certo tema com maestria. Porém, não significa que ele seja capaz de expressar tudo isso adequadamente. É o que pode ser chamado de traquejo. Certas pessoas possuem uma habilidade quase inata para a fala e o discurso, outras, no entanto, apresentam certa dificuldade. Ao contrário do que muitos imaginam, eventualmente, essas dificuldades podem ser suprimidas, partindo do devido treinamento. Isso, contudo, costuma requerer tempo e, nem sempre, um simples ensaio será o suficiente.

Infelizmente, do ponto de vista do organizador, identificar um palestrante desprovido do tal traquejo é das tarefas mais difíceis. Em um primeiro contato, o potencial palestrante pode até parecer seguro e de fala firme, todavia, quando colocado em frente a uma plateia, a segurança pode rapidamente se desfazer. O inverso é igualmente possível. Na dúvida, consulte antecedentes e pergunte claramente ao palestrante se ele se sente devidamente seguro em frente a uma plateia.

3. O palestrante soou despreparado

Às vezes, o palestrante pode até ter o traquejo e conhecimento necessários para segurar uma palestra, mas a falta de preparo na construção do roteiro da apresentação é uma rota fácil para o desastre. É claro, sempre existirão aqueles palestrantes capazes de conquistar toda a audiência confiando apenas no seu próprio carisma, esses, no entanto, são exceção e, a depender do tema abordado, podem igualmente se dar mal. O despreparo pode ter diversos sintomas: o palestrante não sabe por onde começar ou como terminar; a palestra se torna muito longa ou muito curta; a palestra parece repetitiva e pouco informativa.

Neste caso, há pouco que possa ser feito. Uma boa dica é solicitar que os palestrantes enviem os arquivos de suas apresentação com uma boa antecedência. Essa já costuma ser uma prática comum em eventos, para que a equipe possa organizar adequadamente os arquivos, evitando atrasos no dia. No entanto, é sempre válido dar uma conferida no conteúdo e, eventualmente, sugerir algum feedback construtivo aos palestrantes sempre que pertinente.

4. O celular reteve mais atenção do que a própria palestra

Em tempos onde todos dispõem de smartphones com acesso contínuo à internet, a batalha pela atenção das pessoas nunca foi tão árdua. Em bares e restaurantes, amigos desviam a atenção do próprio grupo, da comida e das bebidas em prol das telas de seus celulares, que dirá em uma palestra! Ainda assim, um bom palestrante, certamente será capaz de fazer com que sua audiência mantenha uma distância temporária de seus dispositivos. Pode não ser uma tarefa fácil, mas é perfeitamente viável.

Em todo caso, um número demasiadamente grande de telas acesas é um indício dos mais evidentes de que algo não está indo muito bem. É claro, alguns dos participantes talvez estejam apenas tomando nota, mas não é difícil fazer essa distinção.

5. Os participantes foram saindo de fininho

Já estabelecemos que um número excessivo de smartphones em uso durante uma palestra é mau sinal. Mesmo assim, na pior das hipóteses, isso é sintomático de uma audiência apática. Se, por um lado, provavelmente, se trata de uma palestra pouco memorável, por outro, não deverá ser a causa de reações exasperadas. Pior é quando a audiência decide, gradativamente, ir embora. Muitos organizadores e palestrantes dirão que essa é a mais pura demonstração de falta de educação em eventos, por outro lado, não se pode negar à audiência o direito de se sentir incomodada ou, por vezes, até ofendida com uma palestra.

Nessas situações, é imprescindível que a organização busque entender claramente os porquês. Às vezes, as razões da fuga coletiva serão claras. Outras vezes o organizador terá de mergulhar mais a fundo na questão. Além disso, também não se pode ignorar o conceito de mentalidade de grupo, que tende a aumentar a proporção da insatisfação.

6. A palestra foi mal avaliada

No fim das contas, nada mais importante do que estabelecer mecanismos eficientes para a captura de feedback. Aqui vale um pouco de tudo: tanto o feedback quantitativo quanto qualitativo têm seu valor. Eventualmente, vale também bater um papo mais informal com algumas pessoas de sua audiência. Essa conversa poderá gerar insights que não seriam possíveis por outros meios. É importante ter em mente que, de maneira geral, as pessoas não costumam estar muito dispostas a produzir feedback espontaneamente. Isso normalmente ocorre com os chamados pontos fora da curva, neste caso, quando palestras são muito boas ou muito ruins. Logo, o número de comentários gerados, por si só, é representativo de que algo pode ter dado errado (ou certo, é bom manter as esperanças!).

Conclusão

O papel de bons palestrantes jamais poderá ser ignorado, e sua escolha é crucial para determinar o sucesso ou fracasso de um evento, sobretudo quando boa parte de sua agenda privilegia esse tipo de programação. Em última instância, do ponto de vista da audiência, um bom palestrante possui um valor intangível que, certamente, promoverá grande engajamento e será capaz de reter os participantes em edições futuras.

 

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